Wednesday, June 25, 2014

Uma nova fase


Eu quero o novo. Preciso do novo. Sair da rotina, sair por aí e cantar aos 7 ventos alguma novidade qualquer. Provar algo novo, descobrir paladar para uma nova receita ou caminhar numa rua desconhecida. Respirar novos ares. Testar novas habilidades. Conquistar outros olhares. Quem saiba uma nova onda de inspiração, é o que esteja faltando. A rotina provou que fugir nunca adiantou e que se antecipar não soluciona. Ah tempo, quase me esqueci.. É você quem manda. Posso pedir pra pisar no acelerador?

Um novo toque. Uma nova fase.  

Thursday, June 19, 2014

Confusa com a vida..




Música sugerida para leitura: Damien Jurado - Everything Trying 

Fico tão confusa com a vida. Você pensaria que com o passar dos anos as coisas fossem ficando mais claras, mas não, elas só ficam mais confusas. Como não estar confusa? Nesse mundo? Com tudo que acontece ao redor.. Devo pensar demais sobre de onde viemos e para onde vamos, não sei quanto isso é saudável. As perguntas que não se calam em minha cabeça: Por qual motivo estou aqui? Qual é o propósito? E o que acontece depois?

Há horas que me sinto uma viajante em uma aventura, essa que chamam de vida, para quem sabe aprender e amadurecer. Mas me pergunto, se esse é o real sentido, então diga-me, e os jovens? Eles estavam prontos, era a hora? E as pessoas que se foram, para onde foram? Afinal se há mais de 102+ bilhões de mortos.. Me sinto privilegiada por fazer parte dos atuais viventes. 

No final do dia eu acredito em uma coisa e só nessa como verdade absoluta: você deve viver o hoje, deve fazer e viver como quer. Agora o que me faz sentido é aproveitar os momentos, senti-los o mais intensamente possível. Isso não sai da minha cabeça..

Friday, June 6, 2014

Pensamentos variados em dias chuvosos - Ressaca adolescente


Música sugerida para leitura: Youth - Daughter 


Estou numa ressacada da adolescência, que parece não ter fim. Sinto-me como aqueles que não conseguem superar o passado, deixá-lo onde ele pertence: no passado. A causa disso tudo é desconhecida. As lembranças atormentam ainda mais em dias como hoje, de chuva, lentos e frio. Pensei um dia que havia me sobressaído por não ter passado por todo o drama que jovens passam durante o colegial. Enganada, eu estava, e muito. 

Esses dias li em algum lugar algo do tipo: "você não está velho se estiver nos seus 20 anos, pare de se chamar disso". E, concordo, mas por que me sinto que a vida está perto do fim e que o fôlego da "juventude" tenha se evacuado tão logo. Não estou necessariamente me sentindo como se fosse morrer, só sinto-me "despertencida" -palavra criada- daqueles que estão no mesmo barco que eu. 

Atolada ao que poderia ser e o que virá a ser. Resumo minha vida ao que já foi. Confuso, sei. Como se já tivesse vivido o que tem pra viver numa vida curta mas intensa. Meus pensamentos são mais aleatórios e confusos que adolescentes apaixonados. Me aflige a ideia de que não poderei responder aos próprios questionamentos. 

Velha o suficiente para saber o caminho mais adequado, nova demais para compreender. E no momento certo para dar um passos firmes, no escuro.

Monday, May 26, 2014

Eu míope e ele hipermetrope





Sua mão viajando. Pelos eriçados. Um arrepio leve sobe minha espinha vertebral. Calafrio. Mas sem frio, nunca tive frio perto de você. Seu olhar acolhedor ou o riso fácil, nunca deixaram a desejar. Você verão, e eu inverno. Eu o extremo e você o calmo. Me explica como isso aconteceu, pois ainda não caiu a ficha. Um dia de total imersão e no outro, profunda perdidão. 

Meus olhos fechados imaginando os seus sobre mim, analisando cada detalhe e curvatura do meu rosto. Querer saber o que se passa pela sua cabeça quando você me olha assim. Mas não digo nada. É como se sua calmaria tomasse conta da minha tempestade e fizesse por alguns momentos as ondas pararem. Sensação boa. Sensação ótima. Me pergunto se você sabe o efeito que tem sobre mim, ou que teria sobre qualquer garota. Prefiro até não saber. 

Sorrio de leve. O melhor tipo. Pele quente e macia. Penso mil coisas. As ignoro. Só vivo, só sinto, só sei. Nada mais. Nem precisa. Os sussurros no ouvido, de voz trêmula, são suficientes. Qualquer dúvida ou desconfiança passa. Já sei, você é mágico. Olho para a janela e de volta a você, que já quase se deixa levar pelo sono. Impossível um ser tão autêntico, penso. Onde você se escondeu nos anos anteriores? 

Tanto contraste, mas com saturação balanceada. Você gostava de me ver de longe, sentia seus olhos me observando. Mas eu te observava de perto, miopia e seus benefícios, cada centímetro do seu rosto e de suas expressões. Abraço apertado. Desejo de ter o controle sobre o infinito. 

Você tem belos olhos. Acordo.

Friday, May 16, 2014

Dizem que trocas de olhares são poderosos e sorrisos podem gerar tremor aos joelhos

Acho que estou mal acostumada, com coisas fúteis e banais, e por isso estranho tanto a minha total indiferença. Pode ser erro meu, mas hoje depois de tantas idas e vindas, parece que bati de frente à (tão esperada) maturidade -partes dela, óbvio-. Chego a questionar se as lembranças e dores do passado realmente existiram, nem acreditaria se não fossem pelas provas... Àquelas, quais, formam quem sou, e somente assim creio. Bastou um único momento para a vida mudar o rumo, e castigar meu destino à um caminho paralelo ao planejado. 

É possível ter descoberto tão tarde essas façanhas? Às quais colocou em mim. 

Dizem que trocas de olhares são poderosos e sorrisos podem gerar tremor aos joelhos. Acredito. Me falta coragem para palavrear isso tudo. Me frustro por não encontrar as palavras corretas para expressar. E não amigos, isso não é uma carta de coração partido e muito menos de amor mal correspondido. Nem uma definição consigo delinear. 

Ah, estou certa e ereta. Cabeça nas nuvens e pés no chão. Um pouco confusa, admito, e com uma sensação nostálgica. Mas há uma questão em aberto, uma que me deixou intrigada e arrepiada dos pés à cabeça. Mas por algum motivo o tempo me calou, sem berros ou choros. Não encontro a necessidade de buscar ajuda. E esse tempo prometeu que tudo valerá e se solidificará com seu passar. 

E hoje me encontro aqui, em paz. Acho que não necessito pedir por mais. 

Monday, April 7, 2014

Só escute

Sabe aquelas músicas que te tiram do sério? Que te fazem viajar pelo mundo, pelo espaço, pelo universo. É uma sensação tão estranha, como se a euforia e tristeza não fossem coisas diferentes. Afinal a vida é ou não uma obra de arte? Há tantos trajetos, lados e rumos possíveis de trilhar. Tanta coisa por decidir e organizar em nossas rotinas corriqueiras. Vou te pedir algo, posso? Desligue as luzes do seu quarto, coloque esta música para tocar, deite e simplesmente ouça. Deixe que as coisas sejam expostas diante de suas pálpebras fechadas, deixe que teus ouvidos dancem com o som.


Vou compartilhar o que se passa pela minha mente ao fazer isso. Eu me mudo para outros locais, eu sinto o peso de um coração partido, também sinto a felicidade e a dor de uma forma inexplicável. As notas me lembram histórias de amor que nem tiveram começo. A melodia me trouxe memórias da infância e de bons momentos passados com amigos. A harmonia me fez perceber o universo lá fora e tudo aquilo que existe e poderia existir. O instrumental me cantou um canto tão belo que acordou minhas emoções mais escondidas. E tudo isso, por causa de uma música e uma mente adolescente viajante.


Thursday, February 13, 2014

Música sugerida para a leitura: Band Of Horses - The Funeral 

Você é eu. Eu fiz essa besteira de me projetar em você, no meu pior momento. Projetei em você todas minhas inseguranças, meus medos, minhas recaídas, minhas loucuras, minhas tristezas, minha alegria, minha bipolaridade, meu coração quebradiço e a minha falta de coragem. Sou covarde. Joguei tudo em cima de você. E agora, você é isso, tudo. O passado que deu errado, a noite mal dormida, a ligação não atendida e atendida, o orgulho, a mensagem não correspondida, o "oi" forçado e a cara quebrada. É por isso que eu não suporto relembrar, repensar, reconstruir. É impossível ver seu rosto ou escutar seu nome sem uma angústia enorme surgir no peito. Caramba, né? Eu tenho medo de encarar, de enfrentar e de aceitar. É mais simbólico que real, é mais verdadeiro que o passado e muito mais que um coração partido.